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“Fui de férias, estava ansiosa por ir de férias, ansiosa pelos banhos de sol e de mar, ansiosa por eliminar o despertador, ansiosa por não ter rotinas e obrigações, ansiosa por não fazer nada e por aproveitar tudo… Já de férias, fui à praia, tive os tão desejados banhos de sol e mar, as brincadeiras na areia, os momentos de apenas ter os olhos abertos sem nada ver, mas dei por mim a pensar se estaria a aproveitar verdadeiramente… Houve um dia em que pensei: amanhã aproveito ainda mais esta calma do mar e nado mais um pouco… E se o amanhã não chegar, e se chegar, mas o mar estiver picado… e se… e se…?!?! Depois, no último dia de férias: “ohhh, passou tão depressa, se voltasse atrás, tinha aproveitado mais…”
A vida é cheia de ansiedade, aceleração e desejos de que o amanhã chegue! No entanto, quando se chega ao amanhã, este nunca é suficiente, nunca satisfaz, sabe a pouco e nunca é aproveitado 100% e esse desejo do amanhã, continua! Não vive o presente, que é a única realidade que tem, sonha sim com o futuro, faz planos e enquanto faz planos o presente passa.

Está tão autocentrado no pensamento “tenho tempo” que nem se apercebe que concretamente e realisticamente o amanhã pode não chegar ou pode chegar, mas noutras condições. Nós não somos iguais ao que fomos no dia anterior e ao que seremos no dia seguinte, se viver sempre na expectativa de fazer amanhã, então nunca faz. Não perca a oportunidade, viva, para depois não ter a ansiedade da incerteza do futuro, ou a tristeza do que não fez no passado.
Outro dos sintomas de não se viver o presente e de se ligar o complicómetro é remoer no passado. Não aproveitou o presente porque estava a pensar no futuro (“o que vou fazer amanhã”, “como me vou sentir”, “o que vou fazer para o jantar”) e depois chora o passado porque não o aproveitou como poderia (eventualmente) ter aproveitado.
Hoje em dia, quer fazer tantas coisas em simultâneo, chegar a tantos lugares e pessoas, que não vive, deixa antes que a vida passe por si, sentindo-se permanentemente em falha: não fez o que queria fazer, não falou com quem queria falar, ou então que o dia “não rendeu”, que o tempo passa muito depressa, que não tem tempo para nada!

Será que é a realidade ou será que o que lhe falta é sentir-se agradecido, saber aceitar e apreciar quem é, saber que o amanhã pode não chegar e com isso aproveitar cada minuto da sua vida?!
Quem não, quem nunca disse: “amanhã faço, amanhã digo, amanhã abraço”. Quantas vezes não deu por si a pensar: “não me lembro de parte da viagem que acabei de fazer”, está a almoçar com um amigo e começa a pensar: “tenho um pagamento para ir fazer, não me posso esquecer…”.
Hakuna Matata, Carpe Diem ou mesmo Aprecia o Momento!
Escolha uma ou várias destas expressões e coloque-as em prática, qualquer uma delas demonstra a importância do presente, de aproveitar minuciosamente o presente, pois o amanhã pode não chegar e o ontem já não existe!
Aproveitar o presente é viver o momento, aprender a apreciar os vários momentos do dia, da semana, do mês, mesmo que apenas se trate de tomar consciência se é de dia ou de noite, se está a fazer sol ou a chover, se se sente triste ou alegre!
SENTIR-SE AGRADECIDO POR CADA DIA QUE LHE É OFERECIDO,
POR CADA DIA EM QUE PODE SER O MELHOR DE SI E O MELHOR PARA OS OUTROS!
Apreciar os momentos é desligar o complicómetro e aceitar a realidade tal qual ela é, tirando o máximo proveito de cada momento, não remoer no como poderia ter sido e consciencializar-se que em cada momento, em cada decisão, fez sempre com o objetivo de ser o seu melhor, aceitando que não há perfeições, e que a imperfeição é mais que suficiente.

TRÊS DICAS PARA APROVEITAR O PRESENTE:
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Identifique o “agora” – se está a passar por uma serra, aprecie as cores, a forma como o sol incide no pico e no vale, afaste os outros pensamentos e consciencialize-se do momento exato que está a acontecer.
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Foque a sua atenção totalmente na atividade que está a fazer, dedique 99,9% da sua atenção à pessoa que tem à frente, ao relatório que está a escrever, à brincadeira que o seu filho está a ter; não faça várias coisas pela metade.
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Esqueça o passado e o futuro: aceite as suas decisões, não seja o seu próprio carrasco com juízos de valor, aceite que não tem superpoderes e que não controla o futuro, consciencialize-se que o presente é o único momento que existe realmente e em que pode ter alguma influência.
Quando se deixar inundar pelo presente, quando sentir verdadeiramente o presente, mesmo que por breves instantes, então a vida fluirá, sentir-se-á inspirado e a vida desenvolver-se-á sem esforço acrescido.
Viver o momento é também cuidar de si, corresponder às suas necessidades, não as colocar em segundo ou em último plano, é ver-se e aceitar-se tal como é!

Por outras palavras, hakuna matata – viva o momento, não sem preocupações, mas preocupando-se com o que realmente importa, preocupe-se e cuide de si, não desligando dos outros, mas querendo saber, sim, de quem realmente importa, lute pelos seus ideais, procure e trabalhe pelo seu propósito de vida!
MUDE O SEU PARADIGMA E FAÇA DO VIVER O PRESENTE O SEU MODUS OPERANDI, A SUA FILOSOFIA DE VIDA!
Se quer construir e fortalecer o seu hakuna matata, convido-o a marcar a sua 1ª consulta, estarei cá para o acompanhar!
Sara Rodrigues
Psicóloga Clínica em Rio Maior, Fátima e online.