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“O casal é considerado como um tecido relacional em permanente criação onde se emalham semelhanças e diferenças, proximidades e distâncias, complementaridades e simetrias e é do olhar sobre este tecido que emerge o julgamento de maior ou menor satisfação conjugal.”
(Narciso & Costa, 1996)
Um casal é composto por três laranjas inteiras: um “eu”, um “tu” e um “nós”.
Poderá dizer-se, neste caso, que um casal é igual a três e não a dois!
Só assim é possível encontrar o equilíbrio para o casal e só assim é possível cada um fazer o melhor para si e para o outro, de forma que a relação, interna e a três, saia valorizada.
Cada um dos elementos tem necessidades, vontades, crenças, valores e prioridades e, para que a relação dure, não é necessário que ambos partilhem os mesmos pensamentos e necessidades, é sim necessário que cada um respeite a individualidade do outro, dê espaço, mas também que em alguns momentos, quando não é possível satisfazer as necessidades de cada um ao mesmo tempo, que conversem e negoceiem em casal quais as prioridades e cedências que cada um pode/ tem de fazer – aqui entra o “Nós”.

Se a relação individual e interna de cada um já é complexa, com dois elementos (seja o casal hétero ou homossexual) é ainda mais.
Por isso, se cada um dos elementos do casal tiver os seus objetivos e conhecer os do outro, e se o casal tiver objetivos comuns, a relação tem um bom prognóstico para ser duradoura e feliz.
MAS NUMA RELAÇÃO A DOIS COMO É POSSÍVEL LEVAR A CABO TODAS ESTAS EXIGÊNCIAS? QUAIS OS PASSOS A SEGUIR?
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Comuniquem: por si só, não resolve tudo, mas é essencial para que os problemas possam ser ultrapassados. A comunicação num casal é a parte decisiva na relação: não ter medo de expor os desejos, os medos, os objectivos, as necessidades, dizerem quando não gostam de algo e do que gostam, elogiar quando é caso disso, abraçar, acarinhar; tudo é comunicação e, por isso, o casal deve estar atento ao que está a transmitir ao outro para evitar erros.

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Não levem a peito: nem tudo o que o outro faz é para o atingir ou em jeito de provocação. Conversem, abracem-se, façam perguntas, mas deduzam menos.
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Façam sexo (de qualidade): foquem-se nos pormenores, foquem-se no antes e no durante e menos no clímax. Quantidade não é tão importante quanto a qualidade.

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Diminuam o tempo das redes sociais e das tecnologias: não desloquem o tempo que têm para estarem ‘agarrados’ ao smartphone, à TV, à Netflix ou a uma rede social. Utilizem esse tempo para comunicar, abraçar, fazer sexo, ser fiel ao parceiro e para ser um verdadeiro parceiro.
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Sejam fiéis: se dedicarem tempo, se comunicarem e se mantiverem a intimidade física e emocional, não terão necessidade de procurar atenção num terceiro elemento.
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Eliminem a competição: seja no que fazem (tarefas), seja na área financeira, você e o seu companheiro não estão na relação para competir. Os dois estão juntos para construir algo a dois e não algo para um ganhar ao outro. Lembrem-se que a vossa vida a dois é para os dois ganharem e não para um ganhar e o outro perder. A satisfação conjugal é um “win-win”.
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Partilhem tarefas: se ambos contribuírem ativamente nas tarefas de casa, manter a comunicação, a vontade de fazer sexo e a fidelidade será muito mais fácil e a necessidade de competição deixa de existir. Os mesmos direitos e deveres devem existir dentro do casal e a execução em conformidade traz harmonia e união.

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Não permitam palpites alheios ao casal: nomeadamente os das famílias de origem (de ambos). O envolvimento de terceiros tem de ser numa perspetiva de flexibilização de pensamentos e comportamentos e não numa postura de tomada de partidos. A tomada de partidos só irá contribuir para a destruição do casal. Por outro lado, novas perspetivas, sem a necessidade de criar um vencedor (sem competição) fará com que o casal se entenda e coopere um com o outro.
A RESPOSTA NÃO É DIFÍCIL, EMBORA REQUEIRA MUITO TRABALHO E EMPENHO E PRECISE DECISIVAMENTE DO ENVOLVIMENTO DOS DOIS ELEMENTOS.
Assim, um casal é composto por duas pessoas que constroem um caminho partilhado que contém curvas, buracos, atrasos, desvios, paragens, recarregamentos de energia, mas com destinos comuns, em que cada um ocupa o seu lugar e continua a ser pessoa única e individual que vive e luta pelos seus objetivos pessoais.
Um casal resulta verdadeiramente quando os passos são postos em prática e quando nenhum dos seus elementos se anula, porque só com duas pessoas felizes é possível um casal feliz!

SE QUEREM (RE)CONSTRUIR E (RE)FORTALECER A VOSSA RELAÇÃO DE CASAL, CONVIDO-VOS A MARCAR A VOSSA 1ª CONSULTA.
Se um dos elementos ainda não estiver preparado para dar este passo, uma das formas para desbloquear a situação é um dos elementos do casal marcar uma consulta individual.
Quando um dos elementos do casal tem a coragem de dar este passo, há sempre melhorias significativas na relação de casal!
Não esperem mais, marquem ainda hoje a vossa sessão!
Sara Rodrigues
Psicóloga Clínica